Itália começa a rever a lei de Cidadania Italiana

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Itália começa a rever a lei de Cidadania Italiana

Parlamento-italiano

“Voltando a Roma, estou pensando em convocar uma reunião do Comitê (Comitato permanente italiani nel mondo e promozione del sistema paese della Camera dei Deputati) para discutir o assunto e verificar se é possível a tomada de posições uniformes por parte dos parlamentares eleitos no exterior sobre os diversos aspectos do tema”, disse hoje no início da tarde o deputado Fabio Porta para o portal Insieme.

O deputado mencionou a nova lei sobre Cidadania, que começará a ser discutida a partir de hoje (22) no Parlamento Italiano, que poderá contar com novidades e mudanças referentes ao direito de cidadania, podendo influenciar de maneira profunda a questão dos direitos de cidadania por parte de imigrantes italianos mundo afora.

Dependendo da decisão que acontecer no Parlamento, a nova lei pode fortalecer o “jus soli”, ou seja, os imigrantes que vivem em território italiano, mas pode mudar de maneira profunda o “jus sanguinis”, que é o direito à cidadania por descendência, seja a pessoa nascida na Itália ou não.

Uma das mudanças pode estender o direito à cidadania por lado materno antes de 1948 (falamos melhor sobre como funciona este direito em nosso site), quando apenas os homens transmitiam a nacionalidade. Outra pauta envolve devolver a cidadania para quem a perdeu por se naturalizar em outro país.

Também poderá ser alterada a parte da lei que diz respeito aos descendentes de imigrantes trentinos e de outros locais que pertenciam antigamente ao Império Austro-Húngaro.

Para os brasileiros, que são 35 milhões dos chamados “oriundi”, devido a imensa imigração italiana no século passado, o assunto interessa de maneira direta estas milhares de pessoas. Muitos até que estão neste momento em processo de cidadania (confira a nossa proposta em nosso site). Fabio Porta, entende as dificuldades e a delicadeza do assunto e defende a manutenção da lei como está, com a soma apenas de uma exigência mínima de conhecimento de história e cultura italiana, mas sem provas. Ele entende que uma possível barreira seria um tiro no pé do próprio país: amanhã poderão ser os descendentes desses hoje novos imigrantes a terem seu direito limitado.

Via (Insieme)

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